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22 covers que soam melhor que o original

22 Julho | 2019 | Goodyear

Há versões de canções que soam melhor do que a original. Se não acredita, escute estas 22 covers que coletamos na Goodyear.

versões de canções que soam melhor do que a original. Se não acredita, escute estas 22 covers que compilamos na Goodyear.

Quando fazemos uma viagem de carro, temos em conta muitas coisas. O destino parece ser, sem dúvida, o mais importante, mas na realidade o que conta é a viagem. Um carro com revisão, as malas feitas e uma boa seleção musical são fundamentais para que a viagem não pareça eterna. Todos temos na cabeça as nossas canções favoritas, aquelas que cantamos a plenos pulmões achando que do outro lado da janela ninguém nos pode ouvir. Na playlist de hoje oferecemos 22 temas – imprescindíveis – que, embora sendo versões soam, sem dúvida, melhor e obtiveram, nalguns casos, mais sucesso do que os originais. E você que pensava que algumas delas eram originais…

Knocking on Heaven’s Door

A canção original é uma criação de Bob Dylan de 1973 mas foram os Guns n’ Roses e a inconfundível voz de Axl Rose que a fizeram chegar a um público mais alargado. Convertida em balada heavy, foi lançada em 1990 integrada na banda sonora de um filme igualmente mítico e que entrou para o imaginário jovem dos anos 1990: “Dias de Tempestade”, com Tom Cruise.

The Sound of Silence

Simon & Garfunkel frente a Disturbed. A versão original foi escrita em fevereiro de 1964 a seguir ao assassinato de John F. Kennedy no ano anterior. A canção queria transmitir , e assim o fez, o sentimento de desolação de todo um país pela morte do seu presidente. Muitos asseguraram – e não sem razão – que não há versão que lhe chegue perto, não é em vão que a Rolling Stone a colocou como canção número 156 na lista das 500 melhores da história. No entanto, em 2015, o heavy metal dos Disturbed elevou bem alto esta canção com a voz inconfundível e surpreendente de David Draiman. Esta nova versão chegou a ser número 1 na lista rock da Billboard, número 42 na lista Billboard Hot 100 e número 1 na Áustria.

I Will Always Love You

Quem não sonhou parecer-se com Kevin Costner no filme “O Guarda-Costas”? A maioria dirá que o tema central desta famosa película de 1992 é da malograda Whitney Houston. Nada mais longe da realidade. A canção original é de 1974, da cantora e compositora Dolly Parton. Integrou o álbum “Jolene” e esteve nomeada para o Grammy de melhor colaboração vocal country. Mas foi a versão de Houston que bateu todos os recordes, obtendo nos MTV Movie Awards o galardão de Melhor Canção e muitos outros prémios, um tema que constará sempre de uma boa playlist de baladas.

With a Little Help from My Friends

Sabemos que os Beatles são intocáveis. Mas se há alguém capaz de fazer uma versão que supere a original é Joe Cocker. A canção original foi escrita por John Lennon e Paul McCartney em 1967 e cantada pelo baterista Ringo Starr. Nada de mal pode ser dito de um tema que alcançou a posição 304 na lista das 500 melhores canções de todos os tempos da Rolling Stone. Mas a versão de Joe Cocker, de 1969, chegou a entrar para o Hall of Fame dos Grammies e converteu-se numa das imagens icónicas do mítico festival de Woodstock. Foi, ainda, o tema principal da série “The Wonder Years”.

All Along the Watchtower

É uma das canções de Bob Dylan mais tocadas ao vivo mas a versão que nos deixa com pele de galinha é a de Jimi Hendrix. Uma cover que viu a luz do dia apenas seis meses depois do lançamento do tema original. Porém, que bem assenta aquela guitarra elétrica nas palavras de Dylan.

Last Kiss

Quem diria que o single que os Pearl Jam ofereceram ao seu clube de fãs se tornaria no tema mais comercial da banda até agora. Foi em 1999 e a canção original foi composta 38 anos antes por Wayne Cochran.

Tainted Love

Esta canção já teve tantas versões que é difícil escolher uma. A canção original foi escrita pelo compositor Ed Cobb do grupo pop The Four Preps e foi gravada em 1964 pela cantora Gloria Jones. A partir daí é uma questão de escolha. Ficamos-nos pela primeira versão, a que foi feita em 1981 pelo grupo pop Soft Cell, já que foram eles que a popularizaram a nível mundial. Mas houve outros, como Marilyn Manson, no ano 2003, no seu álbum “The Golden Age of Grotesque”, com que alcançou o prémio Kerrang para o melhor single. Também há uma versão espanhola: foi feita pelos míticos La Unión (Falso Amor) no ano 2000.

Black Magic Woman

Canção original da banda rock britânica Fleetwood Mac de 1968. Uma canção que conseguiu colocar a banda pela primeira vez na lista UK Singles Chart. Mas foi o guitarrista mexicano-americano Carlos Santana que a levou mais alto na sua versão de 1970. A canção passou do estilo blues rock para o rock latino da nova sendo que a nova versão foi, ainda, misturada com o tema “Gipsy Queen” do húngaro Gábor Szabó. A versão de Santana alcançou a quarta posição na lista Billboard Hot 100 dos EUA no ano de 1971.

Nothing Compares To You

Esta canção faz parte da luta de dois titãs da música: Prince e Sinead O’Connor. A canção foi escrita por Prince em meados dos anos 1980 mas não chegou a ser um êxito naquela altura já que não foi promovida como single principal do disco onde estava incluída: “The Family”. Seria a irlandesa Sinead O’Connor que, em 1990, a converteu numa das canções mais reconhecidas da década, alcançando o posto 162 das melhores canções de todos os tempos.

Maggie May

Rod Stewart versus M-Clan. Não é uma questão de fazer comparações e é certo que a canção original, do músico britânico, foi a que o catapultou para a fama em 1971. A canção conta a história da primeira experiência sexual do cantor na sua juventude e, embora não fosse uma das suas favoritas – estava escondida entre outros temas no disco “Reason to Believe” – foi uma das que teve mais êxito. O grupo de rock espanhol M-Clan fez uma bela versão no ano 2001 no seu álbum “Sin Enchufe”.

I Shot the Sheriff

A canção original foi escrita por Bob Marley e Ricahrd Grey e foi gravada em 1973 para o álbum de Marley “The Wailers Burnin’”, mas foi o britânico Eric Clapton quem a catapultou para a fama um ano depois. Uma soberba versão que mistura soft rock e reggae que atingiu o primeiro lugar no Billboard Hot 100.

Hallelujah

Tem mais de oitenta versões, pelo que se torna complicado eleger uma. Mas este belíssimo tema, original de Leonard Cohen, não pode faltar numa lista de grandes covers. A canção original data de 1984, integrada no disco de Cohen “Various Positions”. Ficamos com a versão de Jeff Buckley de 1994, que foi quem a levou aos ouvidos de todos. Foi incluída no seu único álbum de estúdio “Grace” e alcançou o número 259 nas melhores canções de todos os tempos segundo a revista Rolling Stone. A própria versão de Cohen tinha passado despercebida mas esta canção, escrita com grande sensibilidade, ficará para sempre na memória coletiva.

The Man Who Sold the World

Ainda que recentemente Michael Stipe nos tenha surpreendido com uma esplêndida e minimalista versão da canção original de David Bowie, ficamos-nos com a cover acústica dos Nirvana e a voz inconfundível de Kurt Cobain.

Where Did You Sleep Last Night?

Outro dos temas mais recordados do mítico MTV Unplugged dos Nirvana é uma canção emprestada. Trata-se de um tema folk de origem desconhecida, provavelmente de 1870, que foi interpretado por uma infinidade de artistas. A versão mais conhecida era a de Leadbelly nos anos 1940, até que chegou à voz rouca de Kurt Cobain.

I Will Survive

O seu compositor foi Nils Landgren. Suave, melódica, com acordes próprios do jazz, fica convencido com esta versão da canção mundialmente conhecida na voz da inconfundível Gloria Gaynor?

Don’t Stop the Music

Continuando com versões curiosas, Jamie Cullum baixa os decibéis na sua versão do sucesso de Rihanna. Favorita?

I Love Rock n’ Roll

O grande hit de Joan Jett e uma das canções mais populares da história segundo a revista Rolling Stone. “I Love Rock n’Roll foi um grande êxito nos Estados Unidos e além, e desde então tem visto várias versões quando, na realidade, era já uma cover. A canção original foi lançada sem êxito pelos The Arrows em 1975.

Torn

A estreia da australiana Natalie Imbruglia foi, sem dúvida, um dos temas mais populares de 1997. Número 1 em vários países, catapultou para a fama uma jovem de 22 anos que, embora tenha continuado a sua carreira musical, não voltou a conseguir um êxito semelhante. O tema é, no entanto, um original da banda Ednaswap, com quem teve pouca repercussão.

Somebody That I Used To Know

Não é Gotye mas nas mãos dos The Waffle Stompers soa igual, não lhe parece? Os aficionados do ukelele certamente não têm dúvidas e preferem a versão ao original.

My Way

É impossível que numa lista de grandes versões não se incluam dois clássicos. O primeiro: cortesia de “A Voz”. “My Way” alcançou com Frank Sinatra o que nunca foi conseguido pelos seus autores originais, Claude François e Jacques Revaux: fama e notoriedade mundial.

Hurt

Outro clássico indispensável desta lista. Johnny Cash superou os Nine Inch Nails com esta versão da canção da banda norte-americana, uma tema que parece que foi escrito para ele por ser um reflexo do que foi a sua vida (tinha 71 anos quando a interpretou e viria a morrer poucas semanas depois).

Que versão escolhe? Ou prefere as canções originais? No mundo da música nem sempre se acerta e o que para alguns cantores pode ser apenas mais um tema, para outros pode servir para os catapultar para a fama. Todas estas canções têm o seu lugar no mundo da música. Desfrute da nossa playlist!

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