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10 destinos que parecem ter saído de um conto de fadas

1 Abril | 2019 | Goodyear

1 de Abril. Dia das mentiras, diz a tradição. Escolhemos para si uma rota com 10 destinos que parecem ter saído de contos de fadas ou que parecem mentira!

Siga-nos nesta rota que poderá levar várias semanas a fazer, mas que é magnífica. A lista não se limita a estes dez locais. Portugal tem dezenas de locais que parecem ter saído de contos de fada ou que parecem mentira.

Venha connosco à aventura, visitar locais de beleza natural ou de construção humana inigualáveis. Tão belos quanto misteriosos e cheios de histórias para contar. Ou para imaginar. Ou, quem sabe, para escrever.

São destinos que parecem mentira.

Poço da Alagoinha

A rota desta semana começa nos Açores. Escolhemos a Ilha das Flores. O Poço da Alagoinha ou Poço da Ribeira do Ferreiro ou Lagoa das Patas fica na freguesia de Fajã Grande e é considerado um local paradisíaco e de passagem obrigatória na ilha.

Da falésia saem águas de diversas cascatas. A vegetação é intensa. Além disso está integrada na Zona da Reserva Florestal do Morro Alto, uma área destinada a proteção ambiental e preservação permanente. Um dos nomes do local deve-se ao facto de fazer parte do percurso migratório dos patos, que passam muito tempo nestas águas.

Quando estiver a seguir para Portugal Continental, já na Ilha de São Miguel, passe pelo Solar Jácome Correia, um exemplo de arquitetura neoclássica, construída no meio de um belo jardim. O palácio está associado à burguesia oitocentista, ligada ao comércio da laranja.

Espigueiros do Soajo

No Parque Nacional da Peneda-Gerês, um dos destinos saídos de contos de fada são os Espigueiros no Soajo. Esta eira comunitária em pedra e granito remonta ao final do século XVIII. O exemplo mais antigo data de 1782. Associada a esta eira, está a aldeia com o mesmo nome.

A aldeia do Soajo, concelho de Arco de Valdevez, Viana do Castelo, é uma das mais típicas aleias portuguesas, talhada em granito. Aqui fica o “grandioso conjunto de espigueiros erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra”, explica o site das Aldeias de Portugal. O local está classificado como imóvel de interesse público

Facilmente entrará numa viagem no tempo quando estiver a caminhar pelas ruas pavimentadas com lajes de granito e ladeadas por casas típicas construídas nesse mesmo material. A Casa da Câmara, a Casa do Enes, a Igreja Paroquial de São Martinho do Soajo, o moinho em ruínas e o pelourinho são locais para apreciar.

Palácio do Buçaco

Diversão e tradição no Buçaco

O Palácio do Buçaco, na região da Mealhada, é outra maravilha da arquitetura. Foi desenhado pelo cenógrafo Luigi Manini. Ergue-se, imponente, na Mata do Buçaco, transportando-nos para um mundo de contos de fadas repleto de sumptuosa fantasia. E claro, que parece mentira. No seu interior encontram-se várias obras de arte de vários momentos da monarquia. E também azulejos com inscrições referentes aos Lusíadas de Camões.

Há muito que é hotel, este edifício deslumbrante é uma recriação da arquitetura manuelina, teve com inspiração a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, entre outros. É considerado, desde 1917, como um dos mais belos, românticos e históricos hotéis do mundo.

A decoração é rica em pormenores. O hotel é gerido pela terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida, o primeiro grande industrial hoteleiro português. Este local tem um “ambiente distinto e requintado, pautando-se pelo conforto dos alojamentos, a excelência da cozinha portuguesa e o palato sublimado dos vinhos do Buçaco, de renome mundial”, como se pode ler na apresentação do hotel.

Foz d’Égua

Foz d’Égua, Piódão, é mais uma magnífica aldeia, em excelente estado de conservação, no cruzamento de vários rios e ribeiras. A serra do Aço guarda surpresas como esta pequena aldeia. Caraterizada pelo seu aspeto rural serrano, com as típicas casas de xisto e lousa, circundadas por uma natureza quase em estado puro, é rica em espécies de fauna e flora que aqui encontram o seu habitat natural.

O verde que envolve a paisagem, as casas baixas onde ainda fumegam as chaminés em inverno, a tranquilidade dum espaço natural e patrimonial que parece não ter mudado em mais de cem anos. Tudo concorre para fazer desta região um local que parece mentira ou retirado de um filme.

A aldeia de Foz D’Égua pertence à freguesia do Piódão – outro local que parece mentira – e com ela partilha a beleza mística da Serra.

Em Foz D’Égua fica também uma praia fluvial de grande beleza. Aqui é o ponto de encontro da ribeira de Piódão com a ribeira de Chãs, que correm em direção ao rio Alvoco e cujo percurso é travado por uma represa criando um espelho de água.

Grutas de Mira d’Aire

As Grutas de Mira d’Aire, umas das mais fantásticas grutas de Portugal. Ficam em Leiria, na Serra d’Aire e Candeeiros, e são resultado do trabalho corrosivo da água da chuva nos terrenos de calcário.

As grutas, por baixo do solo, não respeitam a fronteira entre Leiria e Santarém e percorrem 11 quilómetros de solos calcários que se estendem através de galerias, cavernas e passagens com fantásticas maravilhas para descobrir. Aqui se escondem grutas e algares, com fantásticas e surpreendentes formas, esculpidas pela água e pelos séculos.

As grutas foram descobertas em 1947, e recolheram, desde o primeiro momento, a atenção dos espeleólogos e cientistas. Foi apenas na década de 1970 que as grutas passaram a ser aproveitadas em termos turísticos. Foram criadas melhores condições de conforto e segurança e foi constituída uma Sociedade que faz a exploração do espaço desde a Sala Grande até às partes principais da Galeria Grande. A abertura ao público faz-se a 11 de Agosto de 1974.

Óbidos

Óbidos

Óbidos significa “cidade fortificada”. A arquitetura romana que aqui predomina torna esta cidade muralhada das mais carismáticas do país.

A Vila de Óbidos é outro exemplo de local que parece mentira. A paisagem e a arquitetura conjugam-se para tornar qualquer fim-de-semana num momento memorável. É um promontório íngreme batido pelo mar e recortado contra o céu caprichoso do Atlântico.

Esta pequena vila, que guarda muito de Medieval, fica a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, na região de Leiria. O património arquitetónico foi belissimamente conservado e as ruas compõem um intrincado labirinto entre casas brancas. Óbidos é uma das vilas mais antigas do Portugal, já povoada antes de os romanos chegarem a estas terras.

Óbidos transforma-se no Natal, pelo que poderá aguardar por essa época para sentir o ambiente. Mas, talvez seja melhor visitar o local fora dessa época em que a procura é extraordinariamente elevada.

Por todo o lado vai encontrar lojas com produtos regionais, uma gastronomia única, cafés pitorescos e no topo da colina, o Castelo de Óbidos. Deve ainda visitar o Aqueduto de Óbidos, a Igreja Matriz de Santa Maria, o Museu Nacional de Óbidos, a Porta da Vila ou o Santuário do Senhor da Pedra.

Berlengas

A próxima paragem é no Arquipélago das Berlengas, em Peniche. Este é um local histórico palco de batalhas ao longo do tempo, mas em que a natureza prevalece. É um sítio mágico, onde as águas são cristalinas e cheias de vida. Dignas de um documentário de vida selvagem ou não fossem as centenas de espécies que fazem deste local o seu lar.

Fica a menos de 10 milhas marítimas de Peniche e é uma das Reservas da Biosfera de Portugal. Adquiriu esse estatuto em 2011, incluindo-se na reserva não só a ilha Berlenga como os ilhéus das Estrelas, Farilhões e Forcadas e recifes circundantes), a 5,5 milhas náuticas de Peniche, já somava várias classificações de proteção, em 2011, quando foi também classificada como Reserva da Biosfera . É ainda uma Reserva Natural, integra a Rede Natura 2000 e é também uma Reserva Biogenética.

O acesso às Berlengas é feito de barco, numa viagem que não dura mais do que meia hora e inclui a visão de bandos de golfinhos a passar (tal como em muitos outros locais em Portugal). Com a possibilidade de pernoitarmos na ilha, eis a escapadela ideal para quem procura dois dias de intenso contato com o mar.

Palácio da Pena

Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena, em Sintra, é um dos mais emblemáticos monumentos portugueses. Um edifício romântico, que acompanhou a passagem do tempo, constituindo um repositório de épocas e gostos. Foi fundado por D. Fernando II, o rei-artista, que reinou entre 1816 e 1885. O espaço é labiríntico, multifacetado, até enigmático. Os estilos combinam-se: gótico, rocaille, exótico. No interior o ambiente é intimista. As alterações à traça original resultam das remodelações feitas ao longo do tempo, nomeadamente a partir do reinado de D. João II (1357-1433) até ao século XVI.

Escolhemos este lugar, que parece mentira de tão belo que é, e que está integrado numa zona igualmente saída de um conto de fadas: a Serra de Sintra, o mais importante acidente geológico a norte de Lisboa. Sintra e os seus palácios foram, durante séculos, o lugar preferido dos nobre portugueses, especialmente no período manuelino. A floresta em torno do palácio tem deixado poetas boquiabertos ao longo do tempo. Richard Strauss dizia referia-se a este ambiente como um “verdadeiro jardim de Klinsor”. O Palácio da Pena adjetivou-o como “Castelo de Santo Graal”.

Azenhas do Mar

Ainda em Sintra, fica as Azenhas do Mar, uma aldeia, na freguesia de Colares, que, tal como os restantes destinos aqui referidos, parece um cenário de um sonho. Desenvolveu-se ao longo de uma linha de água que corre para o oceano e quebra nas arribas da costa. Por existirem bastantes azenhas ou moinhos de água na região, a aldeia, que é mais um símbolo da beleza de Sintra, tomou esse nome. A beleza natural do local é complementada pela piscina oceânica a que o Homem deu o formato atual.

Este local tem lugar garantido em todos os roteiros turísticos de Portugal. O desenvolvimento do local como estância balnear ocorreu na década de 19030, quando foi inaugurada a linha do Elétrico do Banzão até à região.
Além dos moinhos de água das Azenhas do Mar, Colares é também famosa pelos seus vinhos, pelo que pode aproveitar a viagem para ver a vista de sonho com uma prova de vinhos em alguma das quintas da região. Saiba aqui como provar e degustar vinho.

Biblioteca do Convento de Mafra

Não muito distante de Sintra fica o Convento de Mafra e a sua magnífica biblioteca. Mais um local que parece mentira ou saído de um conto de fadas. A biblioteca conta com cerca de 36 mil documentos, alguns dos quais únicos. É uma das mais importantes e belas bibliotecas portuguesas e do mundo. É uma combinação única de riqueza de conteúdos e de beleza.

Na Biblioteca do Convento de Mafra encontram-se publicações como a coleção incunábulos (obras impressas até 1500) ou a “Crónica de Nuremberga” (1493). Há ainda diversas Bíblias e também a primeira Enciclopédia (conhecida como de Diderot et D’Alembert). Ou os Livros de Horas iluminados do Séc. XV.

A coleção é tão importante que tem nela incluída uma Bula Papal. Esta foi concedida pelo Papa Bento XIV, em 1754. Além além de proibir, sob pena de excomunhão, o desvio ou empréstimo de obras impressas ou manuscritas sem licença do Rei de Portugal, concede autorização à biblioteca para incluir no seu acervo os livros proibidos pelo Index.

Uma curiosidade… Dentro da biblioteca vivem morcegos que se alimentam dos insetos aí existentes e que, de outro modo, poderiam comprometer a preservação dos livros.

Monsaraz

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Outra vila que parece ter ficado parada no tempo: Monsaraz, no Alentejo. Por aqui passaram mouros, castelhanos, cruzados e, atualmente, turistas.

Por perto, uma colina que, imperturbável ao longo de séculos. Daqui, o visitante pode contemplar toda a vila e a planície quase infinita do Alentejo, como a observaram durante tanto tempo as quatro civilizações que por aqui já passaram. É o farol de tudo em volta: a velha e nobre Monsaraz. Situada muito perto da fronteira com Espanha, o castelo serviu para vigiar, durante séculos, a linha do Guadiana.

A vila foi tirada das mãos dos muçulmanos em 1167 por uma personagem semi-lendária, Geraldo sem Pavor, e novamente por D. Sancho II, em 1232, com a ajuda dos Templários. Viveu idades de esplendor e maior relevância, como povoação mais importante da região.

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