10 belos destinos para ir ver a neve cair

3 Fevereiro | 2020 | Goodyear

Porque também cai neve em Portugal e o Inverno é um convite a escapadelas à lareira. Conheça 10 destinos ainda mais belos com a chegada do frio!

Os filmes que retratam o inverno apresentam-nos maravilhosos destinos de neve onde as personagens fazem esqui, patinam no gelo, fazem bonecos de neve e fazem anjos na neve. Sabemos de inúmeros destinos fora de Portugal, mas também em Portugal há locais que se cobrem de branco nesta altura do ano.

Seja qual for o seu estilo, há certamente um local com neve para si. Poderá ser indispensável uma lareira quentinha, opções de passeios na natureza ou a possibilidade de praticar desportos radicais.

É certo que para fazer esqui ou snowboard, os locais com estruturas preparadas para o efeitos praticamente se resumem à Serra da Estrela, mas para as outras opções há muitas opções nas terras altas do interior, Minho, Trás-Os-Montes, Beiras e até mesmo no Alto Alentejo. Mas esteja atento ao boletim meteorológico, pois em alguns destes destinos a neve pode apenas dar um ar de sua graça alguns dias por ano. Deixamos-lhe 10 destinos onde a visita da neve é uma forte possibilidade, mais que não seja por causa da altitude.

Serra do Gerês

A aldeia do Soajo, com ou sem neve, é uma delícia. Esta que é uma das mais típicas aldeias portuguesas pertence ao concelho de Arcos de Valdevez, numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A aldeia típica da região foi talhada em granito e destaca-se pelo “grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra”, explica o site das Aldeias de Portugal.

Perto do Soajo fica Lindoso e, se não tiver atenção à contagem dos passos, quando der por si, já está em Espanha. O Parque Nacional, incluindo as serras do Soajo e Amarela, com a sua altitude, apresentam uma forte probabilidade de apanhar neve. No Soajo, caminhe pelas ruas pavimentadas com lajes de granito e ladeadas por casas típicas do mesmo material. A Casa da Câmara, a Casa do Enes, a Igreja Paroquial de São Martinho do Soajo, o moinho em ruínas e o pelourinho são locais para apreciar. Até porque no local há casas de turismo que nasceram da recuperação de edifícios antigos. Explore os lugares de Eiró e Mezio e a albufeira do Lindoso. 

Onde dormir: a cerca de 30 quilómetros de Arcos de Valdevez, fica o SoajoNature, onde encontrará duas casas com uma vista absolutamente magnífica para a paisagem à sua volta. Ideais para uma escapada romântica, as duas casas, batizadas com os nomes de Favo de Mel e Love Story, a primeira um T2, a segunda um T1, proporcionam aos hóspedes um conforto único.

Onde comer:  Situado na aldeia de Brufe, a cerca de 12 km da sede do concelho, Terras de Bouro, O Abocanhado encontra-se a 800 metros de altitude. Experimente o cabrito assado no forno, a pá de veado ou javali ou a tibornada de bacalhau.

Montalegre

Seguindo para este, chegamos a Trás-os-Montes e um pouco mais adiante, a Montalegre. O eixo Padornelos, Montalegre, Alturas do Barroso transforma-se quando cai na neve na nacional 103. Montalegre, em Vila Real, fica na região das terras altas de Barroso, que incluem as serras do Gerês, do Larouco e do Barroso, e formam uma zona natural de serras, carvalhais, rios e ribeiros, árida e ao mesmo tempo aconchegante

Delicie-se ainda com a vista, com a barragem dos Pisões. O cenário é magnífico.

Onde dormir: Mesmo ao lado do castelo medieval de Montalegre fica a casa de campo O Castelo, onde encontra cinco quartos duplos com wc num ambiente verdadeiramente rústico.

Onde comer: Perto do castelo, no centro, fica também a Tasca do Açougue, restaurante onde pode apreciar o que de melhor a gastronomia barrosã tem para oferecer.

Bragança

Ainda no topo do país, em termos de latitude, chegamos ao Parque Natural de Montesinho. Se bem que a quantidade de neve que se precipita anualmente não ser suficiente para a sustentabilidade de uma estância de esqui, é no entanto possível usufruir de belas paisagens cobertas de branco. A cidade de Bragança, no nordeste transmontano, é o oitavo maior município nacional e uma das sedes de distrito mais brindada pela neve.

A norte da capital de distrito a pequena aldeia Rio de Onor que nos enche as medidas em qualquer altura do ano. As pequenas casas e caminhos em pedra parecem tirados de um filme de natal depois de um nevão.

Onde dormir: A Pousada de Bragança, com vista para o castelo local, é o alojamento incontornável na cidade transmontana, com os seus jardins, piscina e, por esta altura, a acolhedora lareira.

Onde comer:  O Solar Bragançano é um dos clássicos da cidade. Instalado num casa setecentista, o restaurante tem nos pratos de caça a sua especialidade, da perdiz com uvas e frutos silvestres ao arroz de lebre à moda do Solar.

Marão

A mais de 1400 metros de altitude fica a Serra do Marão, que a neve insiste visitar anualmente. O cenário natural é já, por si, memorável entre Amarante, Vila Real e Régua, mas, quando a neve chega, e encerra o IP4, tudo ganha uma nova dimensão. É caso para aproveitar e fazer um desvio pela nacional 101 e aproveita para aproveitar a vista do miradouro de Nossa Senhora do Marão. No Parque Natural do Alvão, a partir dos 1000 metros é possível apreciar o fantástico manto branco.

Onde dormir: Situada a cerca de 20 km da cidade de Amarante, a Pousada do Marão é o lugar ideal para desfrutar das magníficas paisagens da serra e do vale do rio Tâmega. 

Onde comer: Situada num dos sopés da serra do Marão, na aldeia de Mafómedes, a Tasca do Valado alia a tradicional comida portuguesa aos encantos da natureza.

Linhares da Beira

Linhares da Beira, já na Serra da Estrela, integra a rede das Aldeias Históricas de Portugal. O Castelo de Linhares fica a 800 metros de altitude, sobre um penedo de forma irregular, esta terra antiga tem vestígios em pedra que datam do século XII e um imponente castelo a guardar a paisagem. Encostadas às muralhas, as casas do povo em granito, a judiaria medieval e os solares barrocos, levam-nos aos Invernos de outros séculos.

A Serra da Estrela é de facto onde se encontra o ponto mais alto de Portugal Continental e que faz as delícias dos mais pequenos. Com 1993 metros no ponto mais elevado (a que foi acrescentado um edifício que permite ultrapassar os 2000 metros) a Serra integra o Parque Natural da Serra da Estrela, distribuído pelo distrito de Castelo Branco e Guarda, num total de mais de uma centena de milhar de hectares.

Onde dormir: Instalado num solar do século XVIII, o INATEL Linhares da Beira Hotel Rural é uma excelente opção de alojamento. Tem restaurante, bar, sala com lareira e uma piscina exterior.

Onde comer: Um dos restaurantes incontornáveis da zona é o Cova da Loba, onde pode deliciar-se com o cabritinho da serra grelhado ou o lombinho de javali grelhado.

Loriga

A Serra da Estrela é ainda onde se encontra a única estância de esqui de Portugal. Fica na freguesia de Loriga, município de Seia, distrito da Guarda. A oferta de pistas é variada. Perto do Covão da Metade, onde a atmosfera é mágica e especial, fazendo de certo morto lembrar os cenários da Guerra dos Tronos. É também aqui que existe uma das mais belas praias fluviais portuguesas embora, nesta altura do ano, a água que habitualmente escorre pelas encostas seja obrigada a uma pausa.

Onde dormir: Mesmo à beira da estrada que atravessa a localidade fica a Casa da Fonte Sagrada, um alojamento com 10 quartos duplos e sala com lareira.

Onde comer: Cabrito no forno com batata assada ou bacalhau com broa são algumas das opções que pode encontrar no restaurante O Vicente.

Piódão

Chegados à Serra do Açor, aldeia encantada de Piódão é o que mais se aproxima de um postal ilustrado do Inverno português. É o xisto e a lousa que emprestam os tons a Piódão e a tornam tão singular. Apesar do frio da Serra, as casas recebem luz através de janelas pintadas de azul. Ao longo da encosta forma-se um anfiteatro que tem que ser visto para ser apreciado, foto alguma lhe presta devida justiça, especialmente com neve. Visite anda Foz D’ Égua, a quatro quilómetros, uma aldeia num belíssimo estado de conservação, no cruzamento de vários rios e ribeiras.

Onde dormir: Localizado na aldeia de Chãs d’Égua, Piodão, o inXisto Lodges é um conjunto de duas casas independentes, inseridas nos socalcos de xisto da própria montanha.

Onde comer: Especialidades da zona como a chanfana assada no forno a lenha, bucho de porco recheado ou trutas grelhadas fazem o menu d’O Fontinha, um dos restaurantes mais procurados no Piódão.

Sortelha

As terras do Sabugal têm visitas regulares da neve e entre o Côa e Casteleiro há uma região onde a sua presença cai que nem uma luva. Sortelha é uma das mais belas e antigas vilas portuguesas. A visita possibilita ao forasteiro recuar aos séculos passados, por entre as sepulturas medievais, junto ao pelourinho manuelino ou de frente à igreja renascentista. A cinco quilómetros fica o Hotel Águas de Radium desocupado desde a década de 1950.

Onde dormir: Situadas na zona intramuralhas de Sortelha, as Casas do Campanário são duas casas de aldeia que aliam o conforto do presente com a história do passado, um exemplo da arquitetura tradicional da Beira Interior. 

Onde comer: Bem no centro da localidade encontramos o restaurante O Celta, onde a gastronomia beirã domina, do arroz de lebre ao bife de javali, sem esquecer a perdiz estufada.

Monsanto

Monsanto, considerada a “Aldeia mais portuguesa de Portugal” desde 1938, é um ponto imperdível nesta sugestões de escapadinhas com neve. Está cuidadosamente preservada e o orgulho dos habitantes está espelhado em todas as janelas e portas, bem cuidadas e ornamentadas. Símbolo bem real da sobrevivência e resistência humana, Monsanto é ainda assim um cenário de sonhos. De facto se há local em Portugal que poderia servir de cenário para filmes e séries de época, Monsanto seria certamente a escolha certa. Monsanto, poderia voltar a ser palco de histórias com protagonistas lusitanos e romanos, visigodos e árabes. Poderíamos ver encenada aqui a batalha em que Afonso Henriques derrota os mouros, ou misteriosas histórias dos templários que construíram o seu castelo.

Onde dormir: A Casa Mais Portuguesa é uma casa típica de aldeia transformada em alojamento local, com quatro quartos, todos com vista para o castelo ou para a planície.

Onde comer: Instalada numa casa regional, a Adega Típica O Cruzeiro tem no menu pratos como o ensopado de borrego, cabrito no forno ou o arroz de galo.

Marvão

É uma presença mais fortuita, mas a neve visita a Serra de São Mamede regularmente. Por vezes chega a cair em Marvão e embeleza o castelo da vila com uma capa de branco. Do alto do monte, a 800 metros, a visão do Alto Alentejo com farrapos de neve é memorável. A partir desta altitude e até aos 1000 metros da Serra, o encontro com a neve é uma forte possibilidade. Antes do país se estender para o Sul e para o Litoral, é a derradeira hipótese de encontrarmos um inverno nevado em Portugal.

Onde dormir: No topo de uma colina, o hotel D. Dinis fica a um minuto a pé do Museu Municipal de Marvão e a 3 minutos a pé do Castelo de Marvão.

Onde comer: Com uma localização privilegiada, o restaurante Varanda do Alentejo está debruçado sobre a principal praça da vila de Marvão. Prove as migas de batata com carne de porco preto ou a alhada de cação.

As sugestões estão dadas, falta fazer-se à estrada para aproveitar o que será, provavelmente, o último mês do ano para apreciar os mantos brancos no nosso país.

 

Good Year Kilometros que cuentan