Problemas com o escape: mau para carteira, péssimo para o meio ambiente

A Goodyear conta-lhe 5 dicas muito simples para detectar problemas com o sistema de escape do seu carro e evitar dispendiosas visitas à oficina.

Um escape em mau estado pode ser um peso na carteira, veneno para o meio ambiente e um perigo para quem anda ao seu lado na estrada. O nosso principal inimigo é a corrosão mas há alguns cuidados que podemos ter para fazer com que o sistema de escape tenha a maior vida útil possível. A Goodyear faz-lhe uma introdução ao tema.

Um tubo de escape já velho ou danificado pode resultar num aumento substancial de consumo e emissão de gases tóxicos, para além de reduzir substancialmente o rendimento do nosso carro. A viatura passa a emitir um quantidade excessiva de ruído e a capacidade de aceleração fica bastante prejudicada.

A duração de um sistema de escape pode andar à volta dos 100.000 quilómetros mas a sua vida total resulta também da forma como conduzimos, dos percursos que fazemos habitualmente e até do tipo de óleo que usamos. Há fabricantes que desaconselham o uso de aditivos para o sistema de injecção ou aconselham marcas específicas para motores a diesel.

5 dos problemas mais comuns com o sistema escape (e como evitar alguns)

1 Os mais habituais problemas com o sistema de escape costumam resultar de impactos, roturas ou do efeito continuado da corrosão, mas os nossos hábitos de condução têm também bastante influência. Se abusarmos de percursos curtos, por exemplo, não damos tempo ao motor para aquecer o suficiente para evaporar todos os gases corrosivos, factor que aumenta a corrosão.

2 A humidade é outro elemento que corrói externamente o sistema de escape, nomeadamente a que resulta de brisas marítimas em zonas costeiras.

3 O catalisador, mesmo que ajude a combater o efeito da corrosão, é um dos elementos do sistema de escape que pode falhar se entrar em contacto com combustível não queimado ou se o sensor que controla a mistura de ar e combustível deixar de fazer o seu trabalho. Se tem noção do consumo habitual do seu carro, esteja alerta para súbitos ou inexplicáveis aumentos. Um catalisador em mau estado poderá agravar o consumo de forma substancial.

Manutenção

4 Mesmo que seja fácil apercebermo-nos de que temos o escape roto ou que está a emitir demasiado fumo, outros problemas são mais difíceis de verificar, obrigam a alguma atenção por parte do condutor ou só são detectados em oficina. Um catalisador defeituoso, por exemplo, não emite mais fumo mas resulta numa maior emissão de gases nocivos. Só poderá ter essa informação com um técnico.

5 Para além de tudo, há ainda questões de segurança a respeitar. No caso de uma rotura das peças do sistema, a temperatura de alguns pontos pode exceder os mínimos necessários para provocar um incêndio ou destruir a tinta anti-corrosão. Se houver obstrução no percurso dos gases, o aumento da pressão irá danificar o próprio coração do motor. Em casos extremos, um escape que cai a meio de uma viagem é um perigo para todos os envolvidos e quem vier atrás de nós na estrada. Se verificar qualquer vibração do sistema, visite uma oficina mal lhe seja possível.

Qualquer um de nós, condutores com preocupações ecológicas, pode ter um pequeno papel que vai ajudar a nossa carteira e o meio ambiente. Os maiores perigos para um sistema de escape, se respeitar as recomendações simples que lhe deixamos acima, vão ser sempre resultantes das sua opções: se andar por estradas com buracos e continuar a ignorar os sinais, desde a luz a piscar no tabelier até ao vibrar excessivo do acelerador, o resultado vai ser uma visita muito dispendiosa à oficina ou um chumbo na inspecção.