Por este Douro acima

2 Agosto | 2019 | Goodyear

Em 2013, o Douro foi eleito como o melhor destino fluvial da Europa pelo jornal norte-americano Huffington Post. A distinção deu visibilidade ao segundo maior rio português e, desde então o número de passageiros de cruzeiros duplicou e há cada vez mais embarcações a subir o Douro.

A beleza do vale do Douro, as vinhas centenárias e o microclima natural da região foram, na altura, apontados pela publicação como os principais motivos para incluir o rio português numa lista em que suplantou nomes como o Reno, o Sena ou o Guadalquivir.

Se nunca desfrutou de um passeio pela região a que Miguel Torga chamou de “poema geológico”, a Goodyear traça um pequeno roteiro do que há para ver e fazer por este Douro acima. Se preferir outra opção que não o barco, pode sempre fazer a viagem de comboio.

Começar no Porto

É da cidade invicta que partem os cruzeiros que sobem o Douro e, para entrar no espírito, comece pelas caves de Vila Nova de Gaia, onde o vinho do Porto envelhece. Há muitas por onde escolher, nomes que nos habituámos a conhecer: Cálem, A Ramos Pinto, Burmester, Cockburn’s, Ferreira, Sandeman, Kopke… Para os mais novos, vale a pena visitar o Centro Multimédia da AEVP, onde ficarão a saber tudo sobre o Vinho do Porto.

Se está com o tempo contado e não vai sair da cidade do Porto, sugerimos o Cruzeiro das 6 pontes, um passeio de barco de menos de uma hora onde passará pelas seis pontes que ali atravessam o Douro: Arrábida, Dom Luís I, Infante D. Henrique, Maria Pia, São João e Freixo. São várias as operadoras que, a partir do cais da Estiva, na Ribeira, oferecem esta opção.

É dali que partem também os cruzeiros que sobem o rio, com opções que vão até ao Peso da Régua, ao Pocinho e até Barca de Alva, já perto da fronteira com Espanha. O site Roteiro do Douro tem toda a informação sobre os vários tipos de cruzeiro e os diversos operadores fluviais.

Saindo do Porto, o primeiro destino é o Peso da Régua, onde está instalado o Museu do Douro, dedicado naturalmente à cultura e à história do vinho da região. A cidade, já situada no distrito de Vila Real, é considerada como a capital da região demarcada dos vinhos do Douro, fica em pleno Vale do Douro que, diga-se, está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO. Se tiver tempo, faça um desvio à margem direita e visite Lamego, uma das mais bonitas cidades do norte do país.

O Alto Douro

Continuando rio acima, o próximo destino é o Pinhão, simpática vila situada na margem direita do rio, mesmo no coração do Alto Douro. Ali desagua o rio com o mesmo nome, um dos afluentes do Douro, e, aqui, uma das visitas obrigatórias é a estação de caminhos de ferro, decorada com azulejos alusivos à cultura da vinha.

A paragem seguinte na subida do Douro é o Pocinho, pequena aldeia no concelho de Vila Nova de Foz Coa situada na margem esquerda do rio. Um pouco mais a sul fica o Parque Arqueológico do Vale do Coa e a sua galeria de arte rupestre ao ar livre que é também Património Mundial da UNESCO.

O passeio acaba em Barca de Alva, onde já estamos no Parque Natural do Douro Internacional e muito perto de Espanha. Dali até Miranda do Douro, o rio serve de fronteira entre os dois países e o seu percurso apertado já não é navegável. 

Good Year Kilometros que cuentan