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Faróis, como usar

10 Maio | 2016 | Goodyear

Luzes na estrada: ainda se lembra de como deve usar os faróis do seu carro? A regulação dos faróis do carro em que conduz é de grande importância e pode fazer uma diferença crítica entre ofuscar os outros condutores e iluminar a estrada de forma adequada

Faróis no máximo, luzes de nevoeiro esquecidas, ou carros “zarolhos”, são algumas das coisas mais irritantes com que nos deparamos na estrada. Mas, em vez de continuarmos a murmurar pragas, está na altura de nos perguntarmos: será que ainda nos lembramos de como usar corretamente os faróis do nosso carro? Toca a rever a matéria dada…

Perigos da condução noturna

A condução noturna é um dos desafios mais esgotantes para quem está atrás do volante: para além do cansaço que a todos ataca nas horas depois do Sol se pôr, temos que aumentar o nível de alerta para contrariar a redução de visibilidade e prever o comportamento dos outros motoristas. Por outro lado, entram também em campo as obrigações que o código da estrada nos impõe.

O uso correto dos faróis do seu carro tem que começar por uma atitude de bom senso: a visibilidade nunca é demais e não é por conduzirmos de luzes ligadas que gastamos mais combustível ou carga da bateria. Por outro lado, ser visível na estrada é um conceito muito diferente de “vou ligar os máximos sem preocupação por quem circula ao meu lado”. Essa é a atitude egoísta que irá garantir-lhe uma multa mais tarde ou mais cedo, possivelmente acompanhada pela suspensão da carta de condução.

Dicas no carro

Os faróis do seu carro estão corretamente alinhados?

A regulação dos faróis do carro em que conduz é de grande importância e pode fazer uma diferença crítica entre ofuscar os outros condutores e iluminar a estrada de forma adequada. Faróis demasiado baixos não usam todo o seu potencial e são pouco eficazes à noite, nomeadamente em estradas sem iluminação artificial. Se, pelo contrário, estiverem demasiado altos ofuscam outros motoristas e deixam de iluminar o alcatrão à sua frente.

Carros com comandos internos da altura dos faróis permitem compensar as diferenças de altura da suspensão relacionadas com o aumento do peso com carga extra, mas não são dispositivos de alinhamento: se as suas luzes estiverem realmente desalinhadas, não conseguirá resolver o problema com estes dispositivos.

Solicite também a substituição das lâmpadas dos seus faróis caso verifique diminuição do  rendimento. Halogéneo, Xenon, LED e, muito recentemente, Laser, apresentam valores de durabilidade diversos com uma degradação mínima da luminosidade, ultrapassando em muito as clássicas incandescentes de tungsténio. Isso não quer dizer que possa esquecer os olhos do seu carro: informe-se com o mecânico se necessário e nunca conduza com faróis partidos ou fundidos. É ilegal e extremamente perigoso.

O uso das diferentes luzes

1. Nevoeiro

Os faróis de nevoeiro deverão ser utilizados sempre que as condições meteorológicas a isso obriguem. Têm um alcance curto e ficam abaixo dos pontos de luz principais, de forma a iluminar a neblina por baixo com uma intensidade igual à dos travões. Sendo que as da traseira prejudicam particularmente os condutores que nos seguem, não seja “aquele” motorista que se esquece destas luzes ligadas quando são desnecessárias. É outro caso de um perigo escusado e ilegal.

2. Mínimos

Vulgarmente conhecidas como “mínimos” quando nos referimos aos holofotes frontais, as luzes de presença servem para que a nossa viatura seja facilmente identificada quanto às suas dimensões e movimento. Use-as quando espera pela abertura de uma passagem de nível ou em locais em que a iluminação dificulta a visibilidade.

3. Médios

Identificadas no código da estrada como Luzes de Cruzamento, os “médios” iluminam os 30 metros à sua frente e são obrigatórios em túneis, vias de sentido reversível, à noite e em condições meteorológicas que a isso aconselhem. Os condutores dos motociclos, triciclos, quadriciclos e ciclomotores devem transitar com as luzes de cruzamento mesmo durante o dia, a mesma regra se aplica aos condutores de veículos de mercadorias perigosas e transporte coletivo de crianças.

4. Máximos

As Luzes de Estrada são só para ser utilizadas quando não encontremos outros veículos à nossa frente, a menos de 100 metros, passíveis de serem encandeados. Nos outros casos, quando nos cruzamos com veículos, pessoas ou animais, circulamos a menos de 100 metros do carro da frente ou nos preparamos para parar a marcha, NUNCA devemos usar os máximos. Muitas vezes usado como “arma” por condutores pouco escrupulosos e vingativos,  é uma contra-ordenação muito grave que pode resultar em inibição de condução até dois anos.

Sinalização de Perigo

Sempre que o seu veículo, de qualquer forma, se tornar um obstáculo ou um perigo para os outros condutores, deverá utilizar o aviso de perigo: ligue todas as luzes indicadoras de mudança de direção, os “piscas”. Use-as em caso de imobilizações, reboques, travagens bruscas ou para alertar para um obstáculo que o condutor que vem atrás não consegue ver. É um reflexo que deverá manter alerta para segurança de todos: a sua e a dos outros motoristas.

Bem iluminado também em duas rodas

Aumenta o número de bicicletas nas estradas nacionais e é bom que tanto ciclistas como motoristas entendam as regras impostas. Quem anda em cima de duas rodas também está obrigado a usar dispositivos de iluminação e reflexão sempre que a visibilidade for insuficiente, por ser noite ou em casos de rigor climatérico. Deverão ter:

  • luz de presença à frente, de cor branca;
  • luz intermitente (ou fixa) à ré, de cor vermelha;
  • dois refletores em cada roda.

Um dos nossos ódios de estimação sempre foi para “gente que não desliga os máximos”, até nos apercebermos da quantidade de vezes que cometíamos também esse erro. E o leitor? Quais são os comportamentos que encontra regularmente na estrada e que o deixam à beira de um ataque de nervos?

Good Year Kilometros que cuentan