Vamos brincar aos príncipes e princesas em Oeiras!

Fomos até ao Palácio do Marquês de Pombal em Oeiras descobrir como era a vida no séc. XVIII e regressámos a casa com uma família feliz. Venha experimentar!

O Palácio do Marquês de Pombal está aberto a todos para nos mostrar como era a vida no século XVIII. As crianças vão encontrar em Oeiras um local divertido onde descobrem como vivia a nobreza em tempos idos. Há visitas guiadas, retratos encenados com atores e um bonito jardim onde passar uma tarde. Agarre na família e venha connosco até ao palácio de Oeiras para um encontro com a História.

O Palácio e jardins do Marquês de Pombal fazem parte do mais emblemático conjunto patrimonial e artístico de Oeiras. A Quinta de Recreio do Marquês de Pombal é um espaço singular e representativo da arquitetura da paisagem setecentista. Trata-se de uma das mais notáveis quintas de recreio nos arredores de Lisboa e foi aberta ao público em 2015. As portas do piso térreo abrem-se para o amplo jardim que exibe ainda cascatas, tanques, e um pequeno cais, que permitia navegar na ribeira. Mas aqui também se produzia azeite, vinho, frutas e cereais, sob a gestão direta do próprio Sebastião de Carvalho e Melo. Perdida a vertente rural, vê-se agora um fantástico espaço romântico e bem cuidado, que convida o público a entrar.

O século XVII sob olhos modernos

Desde Janeiro de 2016, o Serviço Educativo e de Animação do Palácio desenvolve o programa “Uma Casa, Muitos Mundos”. Pretende-se sensibilizar o público para a importância do espaço na identidade local, mas também potenciar o seu acervo para incentivar o pensamento e reflexão crítica, a ação, a curiosidade, experimentação e criatividade. Assim, o palácio e os jardins abre-se a todos, das crianças a adultos, com propostas muito diversas.

A entrada principal é feita através do terreiro onde está hoje a Câmara Municipal, o pelourinho e um chafariz. No seu traçado inicial, a quinta obedecia a um geometrismo rigoroso, articulando as componentes recreativa e lucrativa. No interior do palácio sobrevive um dos melhores conjuntos decorativos do período pombalino, rico em estuques e azulejos. Na capela, terminada no ano de 1762, destacam-se as telas dos três altares, pintadas por André Gonçalves, os notáveis estuques escultóricos e, especialmente, a estrutura perspetivada da abóbada de azulejos figurativos.

É também de destacar a recente instalação do Fogão de Sala da Casa Fourdinois, na sala de entrada do palácio. Esta peça, alvo de restauro, é considerada como uma das obras emblemáticas da Maison Fourdinois. Salienta-se ainda o Salão Nobre, as Salas de Diana, da Música, da Concórdia, com a célebre pintura de Joana do Salitre, das Industrias e dos Ofícios, áreas onde predominam os estuques rococó, onde alternam os painéis figurativos e as finas composições ornamentais da oficina do escultor milanês João Grossi, um dos grandes escultores da época pombalina.

Venha viver o século XVIII

Nas costas do palácio desenvolvem-se espaços decorados com estátuas e bustos de mármore, muretes e escadarias revestidas de azulejos. Nos jardins, atravessados pela ribeira da Lage, merecem destaque a Cascata dos Poetas com excelentes bustos de autoria de Machado Castro, o conjunto do edifício dos lagares e a adega, recuperada recentemente e visitável. Espreite o mapa e o guia do palácio para mais informações.

O “Século das Luzes” é o tema da recriação histórica em cena até a 17 de Dezembro. As salas e corredores enchem-se de quadros vivos que permitem uma visão detalhada da vida e dos costumes da época. Em paralelo decorrem três iniciativas: a peça de teatro ‘O francês em Londres’, de Louis de Boissy, representada originalmente no dia do aniversário do Marquês de Pombal, a 13 de maio de 1767; ‘Retratos da vida quotidiana do século XVIII’, consistindo na recriação de cenas ilustrativas das vivências no palácio; e ‘Retratos comentados e sarau musical e poético do século XVIII’, uma visita guiada que revela hábitos, rituais e conversas da casa e da época do Marquês de Pombal.

Regularmente, são também agendadas visitas orientadas com temas específicos. A visita à adega e ao lagar mostram-nos como funcionava uma quinta , enquanto nos jardins encontramos os sinais da vida social naquela época. Os pais poderão ainda experimentar o vinho generoso que aqui se produzia, hoje conhecido como Villa Oeiras.

Venha com tempo e vontade de se perder. Seja para brincar às escondidas nas alamedas do jardim ou para descobrir um passado distante, o Palácio do Marquês está à vossa espera!