As 10 estradas mais perigosas de Portugal

O trânsito frenético, o estado do piso, a sinalização e a incúria dos condutores, coloca estes 10 exemplos entre as estradas mais perigosas de Portugal.

O problema da sinistralidade em Portugal continua a ser grave. O asfalto tem melhorado e os indicadores mostram evolução positiva, mas continuam a existir “pontos negros” e vias particularmente mortíferas. Conheça 10 das estradas mais perigosas em Portugal e, se costuma conduzir em alguma delas, deixe-nos nos comentários o relato da experiência.

Nos últimos anos assistimos à redução de cerca de 40% no número de vítimas, mas 2017 trouxe novo aumento. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), no final de novembro já tínhamos mais 53 mortos e 1.900 acidentes do que em igual período do ano passado. Até os acidentes com motociclos e ciclomotores, também em quebra anteriormente, voltaram a aumentar em número de mortos e feridos.

São 460 mortos e 118 mil acidentes mas a lista negra não se distribui igualmente por todo o país. No topo aparecem, por ordem de vítimas, Porto, Setúbal e Lisboa, ficando o fim da lista para o interior. Portalegre e Bragança são as regiões com menos mortes. Lisboa, por seu lado lidera na contabilidade de feridos graves e número total de acidentes, seguido do Porto.

Além da distribuição geográfica, o tipo de estrada é também muito relevante quando analisamos estes números. Segundo a ANSR, 36% das vítimas mortais acontecem em Estradas Nacionais, 33% em arruamentos, 9,2% em auto-estrada, 9,2% em estradas municipais, 5,9% em Itinerários Complementares e 1,9% em Itinerários Principais. Para quem conhece a realidade das estradas portuguesas, não é surpresa que as Nacionais apareçam no topo da lista. É, contudo, um perfeito indicador do tipo de ações que ainda são necessárias para debelar a questão. Velocidade excessiva, consumo de álcool e condução perigosa são parte do problema, mas o mau estado do piso e a falta de estruturas de segurança ajudam a criar os infames “pontos negros”

10 das estradas mais perigosas em Portugal

Estrada Nacional 1

Antes da construção da A1 e da migração de parte substancial do tráfego para essa via, a EN1 era a principal via de ligação com o Norte do país. Passa por uma série de grandes e pequenas localidades, mas o trânsito que foge às portagens parece esquecer-se disso. Muito tráfego, peões a atravessar e má sinalização transformam alguns dos seus pontos em armadilhas.

Estrada Nacional 125

A EN125 atravessa longitudinalmente o litoral sul do Algarve, ligando Vila do Bispo a Vila Real de Santo António. Trata-se de uma via com uma elevada taxa de sinistralidade rodoviária, agravada pela existência de diversos pontos negros. Com a introdução de portagens na A22, tornou-se uma alternativa gratuita a esta autoestrada, tendo o acrescento de tráfego resultado num aumento de 30% na sinistralidade em 2012. Como a EN1, é na passagem por zonas residenciais que se torna particularmente perigosa.

Estrada Nacional 2

A EN2 atravessa Portugal de Norte a Sul e é a estrada de maior extensão do país, tendo o seu início em Chaves e fim em Faro, no Km 738. Devido às suas características, é comparada (a uma escala menor) à Ruta 40 (Argentina) ou à Route 66 (E.U.A.). Passa por 11 distritos, oito províncias, quatro serras, 11 rios e 32 concelhos. Não é de admirar portanto que tenha troços em diferentes estados de manutenção e perigosidade.

Estrada Nacional 10

No seu troço original, ligava Cacilhas a Vila Franca de Xira. Porém, após a construção do 1º troço da A1, a EN10 foi reclassificada em 1961, indo até Sacavém, aproveitando o troço velho da N1. Ao ligar uma série de concelhos muito povoados da margem sul e norte à A1, A12, A2 e A9 é muito concorrida. A sua zona mais perigosa ocorre ao quilómetro 128, na margem norte, entre Forte da Casa e Alhandra.

Estrada Nacional 118

Construída para ser a Marginal de toda a margem esquerda do Rio Tejo, desde a fronteira até Lisboa. Servia como alternativa à N3, que resume o mesmo objetivo que a N118, mas na margem oposta do Tejo. É das Estradas Nacionais mais fáceis de conduzir, devido ao seu traçado quase sempre plano e retilíneo. Só mesmo um pequeno percurso na zona do Tramagal (Abrantes) é muito sinuoso. Apesar disso, com 44 mortos entre 2010 e 2015, entra para lista negra das mais mortais em Portugal

Estrada Nacional 13

Até à entrada em funcionamento da A28, a EN13 era a via principal de comunicação entre o Minho e o Porto, e uma das principais ligações rodoviárias entre Portugal e Espanha. Após a entrada em funcionamento da A28, a EN13 foi progressivamente adaptada para trânsito local, fazendo atualmente parte da área urbana de muitas localidades no seu trajeto. É nestas zonas densamente povoadas que o percurso se torna mais perigoso.

Estrada Nacional 109

A Estrada da Costa da Prata começava no Porto, logo à saída da Ponte Luís I, e rodeava o Cais de Gaia, rumando depois para Leiria. Passa por muitas praias da Costa da Prata como Valadares, Espinho, Esmoriz, Ovar, Mira, Figueira da Foz e Termas de Monte Real. Mau estado do piso, excesso de velocidade em algumas das retas e ultrapassagens com pouca visibilidade obrigam a atenção redobrada.

Estrada Nacional 18

A Estrada do Interior vai de Ervidel à Guarda e atravessa o Rio Tejo na Ponte de Portas de Ródão. Depois de começarem as portagens na autoestrada da Beira Interior (A23), o tráfego automóvel da EN18 disparou. Particulares e empresas começaram a optar por esta via e o estado do piso é desigual ao longo do percurso. Há zonas densamente arborizadas e outras são demasiado estreitas para deixar passar dois veículos pesados. Torna-se ainda mais complicada no pico do inverno.

Estrada Nacional 103

Começa em Neiva, perto de Viana do Castelo, onde entronca com a EN13, e prolonga-se pelo Este do Alto Minho e por toda a zona Norte de Trás-os-Montes, passando por localidades como Braga, Chaves e Vinhais, até acabar em Bragança. Pela sua dimensão e localização, a EN103 oferece uma viagem dura e sinuosa mas de um encanto ímpar. O gelo no inverno e o reduzido número de locais de ultrapassagem justificam a inclusão nesta lista.

Estrada Nacional 4

A Estrada do Alentejo Central liga o Montijo à parte final da A6, perto de Montemor-o-Novo. Seguindo em paralelo com esta auto-estrada, é uma alternativa para o não pagamento de portagens. Bastante concorrida por pesados, tem zonas do pavimento muito degradado, desníveis e lombas de grandes dimensões e sinalização defeituosa.