5 motivos que explicam porque é que Lisboa é a “Cidade Mais Divertida da Europa”

A Time Out escolheu Lisboa como “Cidade Mais Divertida da Europa”, a 3ª a nível mundial, e a Goodyear passa em revista 5 argumentos que o justificam.

A Time Out já assentou arraiais na capital há tempo suficiente para conhecer a cidade de uma ponta à outra e, quando afirmam que Lisboa é a cidade Mais Divertida da Europa, sabemos que é uma classificação muito séria: os jornalistas e editores da famosa revista têm a experiência necessária para dizer isto de forma credível e, com as nossas ruas cheias de turistas com um ar divertidíssimo, estamos convencidos que a fama não é desajustada. A Goodyear encheu-se de orgulho alfacinha e listou 5 critérios que justificam o destaque: Lisboa é mesmo uma cidade divertida!

Depois de questionar um universo de 20.000 pessoas sobre a vida em cada uma das cidades do ranking, a Time Out ajustou a lista de acordo com a quantidade de locais para sair à noite, atracções turísticas e museus, e também o tipo de relações que os seus habitantes estabelecem entre si. Por exemplo, os lisboetas consideram esta cidade um local privilegiado para fazer e encontrar amigos, muito por causa do seu tamanho mais reduzido em comparação com outras, efeito que ajuda a combater a solidão que pode acontecer em ambientes urbanos. Assim, Lisboa aparece como a mais divertida da Europa, batendo clássicos como Londres, Barcelona e Madrid, e a terceira mais divertida do Mundo, atrás de Chicago e Melbourne.

5 pistas que provam que Lisboa é mesmo divertida

1. Tem uma noite inesquecível

A atitude relaxada dos lisboetas em relação a sair à noite é um dos motivos que faz com que qualquer forasteiro se sinta bem recebido no Cais do Sodré ou no Bairro Alto. Claro que os alfacinhas contam com os seus locais exclusivos, em que há um dress code para se entrar ou os preços são suficientes para afastar os comuns mortais mas, na sua maioria, os locais da noite lisboeta são altamente inclusivos e permitem uma série de diferentes tribos e faunas a conviver no mesmo espaço.

É no eixo Bairro Alto/Cais do Sodré/Bica e imediações que se junta a maioria das capelinhas, desde locais de música ao vivo, como o Music Box, a outros espaços mais indistintos como o Pensão Amor. A meio da noite, o tráfego segue para discotecas como o Lux ou o Incógnito, que continuam a ser os dois nomes a fixar e que se enchem até ao limite todos os fins de semana.
Quem procurar uma alternativa ainda mais relaxada e com direito a tapas ou música ao vivo, conforme os dias, pode seguir na direcção da Graça, passando pelo Intendente, onde a Casa Independente e, mais acima, o Damas estão à nossa espera e, mesmo fora do circuito mais comum, também se enchem de vida em qualquer sexta-feira.

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2. Os lisboetas adoram a beira-rio e até a beira-mar

Como alfacinhas de gema, até nos esquecemos da presença tão forte do mar à nossa volta. Claro que é o Tejo o nosso cenário principal, mas estamos a cerca de 20 minutos do oceano e essa proximidade é o bálsamo perfeito para aqueles momentos de relaxe fundamentais para a sanidade de qualquer “rato de cidade” como nós. Basta passar a ponte para chegar à Costa da Caparica ou seguir pela Marginal até Cascais e, de súbito, até o inverno se transforma num luminoso dia de primavera.

A beira-rio guarda parte muito importante das recordações dos Descobrimentos mas é também uma área de lazer que, nas últimas décadas, tem-se aberto de novo aos lisboetas. Do Cais das Colunas até Belém estica-se um bom bocado de rio, ideal para passeios a pé ou de bicicleta, visitas a museus e alguns restaurantes excelentes. Quando o sol se põe é um dos locais ideais para viver Lisboa.

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3. Tem uma rede de museus tão modernos como qualquer capital europeia

Todo o bom viajante aproveita para visitar marcos como o Museu do Prado ou o Guggenheim e Lisboa tem modernizado uma série dos seus espaços culturais e expositivos, de forma a estar ao nível dos maiores. Em Belém, a atenção vai toda para o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia aberto em 2016 com a intenção de ser um espaço onde as vanguardas são apresentadas de forma mais acessível ao grande público. Do outro lado da linha do comboio, o Museu dos Coches foi alvo de polémica e atrasos, mas exibe agora orgulhosamente uma arquitectura muito moderna. Não muito longe, a Coleção Berardo está ainda no Centro Cultural de Belém com 862 peças que atravessam todo o século XX, de Chagall a Picasso.

4. Não esconde os seus restaurantes, tascos e tasquinhas fabulosos

Os portugueses têm uma obsessão muito séria com aquilo que comem e Lisboa consegue juntar a oferta de quase todo o país: de Caminha a Vila Real de Santo António, há pelo menos um exemplar de cada uma das nossas gastronomias na Baixa ou na Zona Ribeirinha. Mas o mais notório crescimento da restauração na capital tem ido para espaços dedicados a foodies e gourmets, que misturam uma abordagem sofisticada e moderna com as tradições nacionais.

Entre os vários mercados gourmet que abriram em Lisboa nos últimos anos, o mais notório é o próprio projecto da Time Out, o Mercado da Ribeira, que tem mais de três dezenas de bancas, quase todas com excelentes propostas gastronómicas. Dos melhores vinhos da Garrafeira Nacional, aos gelados do Santini, passando por reconhecidos chefs como Sá Pessoa, é o local da cidade com mais e melhor oferta. Muito concorrido por todo o tipo de clientes, de hipsters a famílias, é sítio onde “diversão” e “bom gosto” casam de forma plena.

5. É ainda mais bonita quando a vemos de cima

Lisboa não é cidade muito simpática para quem tem que a calcorrear todos os dias a pé e as colinas, que parecem tão românticas no papel, são uma dificuldade séria para quem gostaria de andar mais vezes de bicicleta. Mas esta provação diária tem uma recompensa: os miradouros são, eles próprios, justificação para nos perdermos por estas ruas à procura de alguns recantos ainda pouco frequentados e conhecer os curiosos pátios de Lisboa.

Os turistas tentam subir aos magotes no Elevador de Santa Justa ou aceder ao topo do Arco da Rua Augusta , locais onde iremos encontrar muito poucos portugueses. Os alfacinhas, por seu lado, sabem que não precisam de pagar para chegar aos mais bonitos miradouros da cidade. Os do Torel e de São Pedro de Alcântara cruzam o olhar sobre a Avenida da Liberdade, cada um do seu lado, enquanto a Nossa Senhora do Monte, na Graça, alarga a vista desde a margem sul até ao topo norte da cidade. Nos últimos anos tornou-se habitual, quando o tempo assim o permite, a visita a estes miradouros por altura do pôr do sol. Em alguns destes há esplanadas, noutros instalaram-se algumas bancas de limonada e gin, enquanto os estudantes deitam-se pela relva, tocam viola ou namoram à espera que a noite caia. As gargalhadas e o bom ambiente que aqui se cria são, se houvesse ainda qualquer dúvida, a prova final que faltava a esta lista. Lisboa é, definitivamente, uma cidade MUITO DIVERTIDA!