10 formas de apreciar a cereja do Fundão

Venha conhecer com a Goodyear a apanha da cereja no Fundão e outras localidades da Cova da Beira. Planos, propostas e conselhos

A cereja do Fundão transformou-se num verdadeiro ex-libris gastronómico e traz cada vez mais forasteiros à Cova da Beira. Os restaurantes e pastelarias locais já criaram pratos de gambas, bacalhau ou arroz doce, tudo com cerejas, mas nós gostamos delas mesmo ao natural, bem frescas. É nesta época do ano que florescem e se preparam para ser colhidas, preenchendo a paisagem de branco e vermelho. Venha daí para um passeio entre as cerejeiras do Fundão.

Cereja, fruto paixão do Fundão

Carnuda e doce, sempre aos pares, a fama da cereja do Fundão não é infundada. A Serra da Gardunha encarregou-se de criar condições especialmente favoráveis para a sua agricultura, com solos ricos em potássico e clima frio. Inegavelmente, é isto que dá um sabor especial à fruta aqui produzida.

Uma visita aos pomares da Cova da Beira é passeio que deve fazer pelo menos uma vez na vida. Além do paladar, esta é uma fruta que pode ser também apreciada com a visão. Espreite os campos à sombra da Serra plenos de cor a meio da Primavera enquanto os camponeses circulam por estas estradas, absortos na tarefa ancestral de extrair tal riqueza da terra.

Este vermelho forte irá chegar, de seguida, às nossas mesas mas a tradição já não é bem aquilo que era. Os últimos anos foram de crescimento e, inevitavelmente, houve quem se lembrasse de confecionar cerejas de novas e inovadoras formas. Alguns exemplos recém-chegados, ou recuperados, incluem gambas flamejadas com cereja, bacalhau com crosta de cereja e broa, peito de pato com cerejas salteadas, tigelada de cereja, arroz doce de cereja… Haja imaginação que o “fruto da paixão” parece adaptar-se a tudo. Mas este não é fenómeno novo. Na Serra da Gardunha a necessidade aguçou o engenho e não se desperdiça nada. Inesperadamente, até os caroços enchem almofadas e os pés da fruta seguem para o chá.

Sortelha no Fundao

Um fruto, 10 formas de o conhecermos

1. Para melhor percebermos o que esconde este fruto, a Quinta do Limite prepara visitas guiadas e permite-nos participar na apanha, seguida de uma degustação de diferentes tipos de cerejas. A colheita não é atividade leve, mas apresentada assim para amadores como nós, é desafio que não iremos perder.

2. Uma proposta para quem procura alojamento na região é a do Príncipe da Beira, hotel de quatro estrelas que preparou um programa de fim de semana com visita a uma quinta e a oferta de um quilo de fruto. O restaurante do hotel tem o muito adequado nome de “A Cereja” e é com base nisso que apresenta o seu bacalhau e requeijão com compota.

3. Em seguida, perca-se nas estradas da Serra da Gardunha e deixe-se embriagar pela explosão de cores. Recomendamos o caminho que o leva por Vale de Prazeres, Alpedrinha e Castelo Novo. As árvores que durante todo o mês de Abril pareciam cobertas de neve, começam a receber pequenos pontos de vermelho. Até ao final de Maio, serão acompanhadas pelos agricultores na apanha.

4. Durma próximo das cerejas. O Natura Glamping é uma forma cómoda e bem agradável de fazer uma espécie de “campismo” que já nos apaixona há muito e de que já falámos antes. Dessa maneira, a 925 metros de altitude, numa espécie de igloos “eco”, temos uma visita fantástica sobre a Cova da Beira e a Serra da Estrela, o panorama ideal para vermos estes pontos de vermelho a despertarem no horizonte.

Venha e fique

5. A arrancar logo na primeira semana de Junho, o Festival “Fundão aqui come-se bem – Sabores da Cereja” será uma forma bem prática de experimentar todos estes pratos.  É nesta altura que os restaurantes e pastelarias do concelho são desafiados a criar e a reinventar receitas. A Festa da Cereja, na mesma altura, enche Alcongosta de animação, artesanato e… cerejas, claro.

6. A partir do final de Maio, aproveite o Comboio “Rota das Cerejas” da CP que, partindo de Lisboa, leva-nos até Castelo Novo e à Aldeia Nova do Cabo, para visitar um pomar e participar também na apanha. Perde o prazer da condução nas exigentes estradas da região, mas ganha a tranquilidade de ser levado de forma descansada até ao seu destino.

7. Lá do alto, de balão de ar quente, tem uma perspetiva única para os tapetes de branco e vermelho. A Emotion tem pacotes que incluem um pequeno almoço a bordo e a Câmara do Fundão oferece esta possibilidade aos seus munícipes aos fins de semana.

8. Apadrinhe uma cerejeira. Por 20€ por ano receberá uma placa identificativa que será colocada na árvore e 2 quilos de cerejas por ano até a árvore dar fruto, o que ocorre quatro épocas depois. Nessa colheita, os padrinhos serão convidados a colher os frutos das suas próprias árvores.

Para todos os sentidos…

9. Um regalo para os olhos. As cerejas não só são suculentas, como ainda nos proporcionam momentos de fascínio. Na região é possível desfrutar imagens encantadoras. Por exemplo, na nobre, elegante e sumptuosa Alpedrinha, no colo tranquilo da Gardunha, tem a ternura dos dias que passam ao sabor das cerejas. Na encosta leste da Serra da Gardunha, em Castelo Novo pode, em julho, observar pequenos milagres com o vento, quando a lua estiver, outra vez, nova.

E não pense que são apenas as cerejeiras a florir. À medida que os dias crescem surgem as flores de cerejeira, as flores de pessegueiro e as flores de macieira que formam paisagens únicas que começam no Fundão e se prolongam pela Covilhã e Belmonte.

10. Além das oportunidades de passeios em torno da Cereja do Fundão, da gastronomia em volta do fruto e, claro, as cerejas que são como as conversas, vêm aos pares, a marca “Cereja do Fundão” foi distinguida nível nacional com um prémio atribuído pela Revista Marketeer, em junho de 2016, na categoria Grande Consumo Alimentar – Não Bebidas. A marca “Cereja do Fundão” venceu marcas de  peso como a Gallo, a Knorr, a Nobre ou Oliveira da Serra. Foi o reconhecimento do trabalho desenvolvido por muitos e que muitos mais tem levado à região.

Antes que o Verão se instale e o calor torne a Gardunha menos agradável, experimente esta escapadela gastronómica. Afinal, é um passeio para se viver em paixão, a dois, de mão dada… exatamente como as cerejas.