Como funciona o escape do seu automóvel?

Para que serve o catalisador ou a sonda lambda do sistema de escape? A Goodyear explica como funcionam e quais os elementos que precisam de mais atenção.

A evolução dos sistemas de escape tem contribuído para reduzir a quantidade de emissões nocivas para o meio ambiente, e tem ajudado também a que a manutenção dos nossos carros se torne mais cómoda. As novas tecnologias e conceitos têm trazido uma fiabilidade muito maior ao velho tubo de escape e reduzem o número de visitas à oficina, mas introduziram também novas peças e elementos antes inexistentes. Vamos espreitar o que compõe um sistema de escape.

A condensação dos gases nos antigos sistemas de escape era propícia à criação de pontos de ferrugem que, inevitavelmente, acabavam por obrigar à substituição de algum elemento e até, em alguns casos, à troca de todo o conjunto. A introdução de elementos eletrónicos tornou esta situação tornou-se cada vez mais rara, mas trouxe alguns novos elementos que, esses sim, precisam de atenção regular. Apesar da fiabilidade, os fabricantes aconselham a verificação do sistema de escape a cada 20.000 Km, uma vez por ano, ou quando verificar algum dos 5 problemas mais comuns com o sistema de escape. Eis o que deve estar atento:

. Utilização frequente do veículo em trajetos curtos;
. Sujeição a ambientes como brisas marítimas que trazem o sal do mar, excessiva humidade ou grandes variações térmicas;
. Idade do veículo;
. Resultado de pancadas e outras desventuras em estradas em mau estado;
. cores e cheiros dos fumos emitidos.

sistemas de escape

As peças de um sistema de escape

Coletor de Escape: recolhe os gases expelidos pelo motor, de forma a que, à medida que aumentam as rotações, a sua exaustão se mantenha regular e não impeça a correta função dos cilindros e restantes elementos em movimento. Trabalha a uma elevada temperatura e, em caso de rotura, poderá libertar gases para o interior do veículo.

Catalisador: obrigatório a partir dos anos 90, diminui também a quantidade de gases emitidos. Tanto o filtro de partículas como o catalisador funcionam através de variações de temperatura para realizarem a sua função e são os dois elementos que mais poderão vir a obrigar a reparações. A panela do catalisador atinge os 800c e o revestimento de platina e rádio reage sobre os gases tóxicos para os transformar noutros menos prejudiciais. Diz-se que é de três vias quando realiza três reações: as oxidações do Monóxido de Carbono e Monóxido de Azoto e a redução do nível de Hidrocarbonetos. A qualidade do combustível e do óleo são alguns dos fatores que poderão reduzir a sua vida útil.

Filtro de Partículas (FAP): obrigatório em Portugal desde o ano 2000 nos motores diesel, é o elemento que reduz a emissão de gases nocivos. Enquanto a gasolina resulta em mais CO2 e Hidrocarbonetos, os carros a diesel libertam partículas de fuligem cancerígenas. A sua limpeza deve ser efetuada a cada 100.000Km mas poderá exigir atenção prematura se os injetores ou o turbo estiverem com falhas e provocarem contaminações. Outro fator que poderá contribuir para a sua substituição é a circulação a baixa velocidade durante longos períodos de tempo, o que não permite o elemento atingir os 1000c necessários para o seu correto funcionamento.

Sonda Lambda: regula o fornecimento de ar e combustível do motor, através de um sensor de oxigénio que ajuda o sistema de combustão a determinar a quantidade de gasolina ótima a injetar. Ao dar-se uma avaria neste elemento, as medições serão incorretas e o rendimento do seu veículo será errático, podendo dar origem a obstruções do filtro de partículas. De forma inversa, o seu funcionamento é influenciado pelo bom estado dos restantes elementos do sistema, o que as torna o ponto central de atenção quando um mecânico investiga os motivos para uma quebra de rendimento ou aumento do consumo.

Silenciadores intermédio e Traseiro: num processo em duas fases, diminuem o nível de ruído emitido pelo motor e também contribuem para reduzir a temperatura e elementos nocivos dos fumos expelidos. Através de duas câmaras, primeiro abafam as altas frequências e depois as baixas. Ao terem também um papel de redução de temperatura, podem provocar pontos de condensação e, consequentemente, a oxidação dos seus elementos quando o carro é sujeito a um regime de percursos curtos, em que o sistema não alcança a temperatura necessária para evaporar a humidade.

Outros elementos: o sistema completa-se com as linhas de escape, as diferentes vias que os gases fazem ao longo de todo o conjunto. Tal como todos os outros elementos, estas vias estão presas à estrutura do carro através de pontos de sujeição que, com a vibração ou pancadas, poderão degradar-se e acabar em roturas.

Agora, equipado com esta informação e os nossos 5 Sinais de Problemas com o Escape, já vai entender o que o seu mecânico está a dizer na próxima visita à oficina!