Marvila: O que fazer no novo bairro da moda

Há um bairro em Lisboa a ganhar protagonismo. Marvila. O que fazer e onde comer no novo bairro da moda.

O empreendedorismo está a dar uma nova vida a Marvila, em Lisboa. Entre restaurantes, lojas e cafés nascem espaços de cowork e galerias. A zona esteve ao abandono durante muitas décadas. Hoje está a renascer com novas pessoas e pontos de interesse. Ao contrário de outras zonas de Lisboa, não é o turismo que está a contribuir para esta mudança, mas sim o chamado “ecossistema startup”. Os armazéns estão a dar lugar a galerias, restaurantes, espaços para empreendedores.

Comer em Marvila

1. Café com Calma: Na rua do Açúcar, pode beber-se um “Café com Calma”. Entre outras iguarias há tarte de limão e outros bolos caseiros. Petiscos depois das 16h00 e brunches aos sábados. Por uma questão de diferenciação, os clientes são tratados por tu. O estabelecimento aceita reservas, mas os clientes sem reserva são igualmente bem-vindos. É adequado para grupos e recebe bem crianças

2. Fábrica Musa: É uma fábrica de cerveja, é um bar, é uma sala de concertos e petiscos. Dois jovens criaram o espaço, Fábrica Musa, que mistura conceitos. São torneiras de cerveja, amplificadores ligados e fornos acesos. É o espaço ideal para passar um final de tarde com amigos. O cervejeiro é Pedro Lima. Quem quiser pode subir ao lounge, com vista sobre a fábrica, e colocar as suas dúvidas sobre a arte cervejeira neste espaço com apenas dois anos.

3. Refeitório do Senhor Abel: É mais uma iniciativa de Chakall. Com origens italianas (um avô italiano), o chef sempre teve uma relação próxima com a cultura daquele país e o sonho de abrir um restaurante dedicado a essa gastronomia. Foi assim que surgiu o Refeitório do Senhor Abel, nos antigos armazéns Abel Pereira da Fonseca. Além do restaurante, há também um bar, o “Heterónimo Baar”. Ambos os espaços têm como inspiração o poeta Fernando Pessoa. A curadouria está a cargo de Miguel Tojal. A cozinha é de Chakall e o bartender é Sandro Pimenta.

Marvila com arte!

4. The Swett Art Museum: Poderia estar também na rua do Açúcar, mas está numa transversal. É um museu diferente em que se pode tocar, fotografar (o que é incentivado) e até mergulhar em obras de arte. Até ao final de agosto poderá “voltar à infância, como nos sonhos”. São oito salas, incluindo uma pensada pela artista portuguesa Maria Imaginário. Há gelados, gomas, e até uma piscina de marshmallows para mergulhar.

 

5. Tomaz Hipólito Studio: O artista plástico Tomaz Hipólito e a arquiteta Helena Botelho são dois dos artistas com ateliês no espaço “Tomaz Hipólito Studio” que resulta do aproveitamento de um antigo armazém. O Tomaz Hipólito Studio promove o “Artistic Lodging”, uma iniciativa através do qual são acolhidos artistas internacionais que ficam deste modo a conhecer o ambiente artístico de Lisboa, partilhando um estúdio em que os artistas podem colaborar, partilhar ideias e desenvolver os seus projetos. Esta é apenas uma das galerias e estúdios de trabalho de artistas na zona.

Marvila: O que fazer no novo bairro da moda

E mais arte…

6. Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual: As antigas instalações do Mercado de Xabregas são a morada da Ar.Co, desde 2017. O complexo foi remodelado com base num projeto do arquiteto João Santa-Rita para albergar espaços oficinais, laboratórios de fotografia, estúdio de fotografia/cinema, entre muitos outros espaços vocacionados para o ensino de artes visuais. Esta escola de arte independente foi fundada em 1973 e está no novo espaço com base num protocolo de cedência assinado com a Câmara Municipal de Lisboa.

7. Galeria Francisco Fino: Mais um armazém remodelado para acolher a arte contemporânea. Francisco Fino tornou-se galerista depois de trabalhar, desde 2012, com vários artistas. O espaço escolhido é um antigo armazém de vinho e azeite onde se pôde encontrar, durante o corrente ano, exposições de Adrien Missika, José Pedro Cortes, Vasco Araújo, Tris Vonna-Michell. A galeria está fechada para férias em Agosto. Em setembro retoma com uma exposição de Marcius Galan, O espaço, como tantos outros, esteve devoluto e foi alvo de obras de reabilitação durante um ano que o tornaram em duas amplas salas de exposição.

O empreendedorismo em Marvila

8. Fábrica Moderna: Esta é uma oficina criativa partilhada. Um espaço de coworking que é “muito mais do que um laboratório de fabricação digital”. É um “um espaço colaborativo onde pessoas, empresas e estudantes podem partilhar conhecimento e fortalecer sinergias”. Descrevem-se como um “Makerspace comercial em Lisboa”, com foco nos Maker Businesses! Além do espaço propriamente dito, são promovidos workshops e brainstormings, estando disponíveis mentores para ajudar a incubar ou lançar um produto.

9. Spot Real: Outro armazém abandonado, no Poço do Bispo, que ganhou uma nova vida. É uma academia de parkour, provavelmente a primeira academia de parkour & FreeRunning de Portugal, onde há espaços quer para os habitués, quer para principiantes. A iniciativa foi de quatro atletas da modalidade. A oferta inclui aulas guiadas e instrutores certificados para acompanhar os praticantes. As instalações foram desenvolvidas para a prática e acondicionadas de modo a minimizar ao máximo os riscos inerentes da modalidade.

E até uma biblioteca!

10. Biblioteca de Marvila: É a mais recente unidade da rede de bibliotecas de Lisboa. Abriu as portas em 2016 e, tal como em qualquer outra biblioteca, é possível requisitar livros ou outros documentos, ler o jornal, participar em ações culturais promovidas no local. A biblioteca do século XXI nasceu numa casa senhorial, abandonada há décadas, e tem agora, à disposição dos lisboetas um auditório com 187 lugares, uma horta comunitária e 23 mil obras para consulta.

Marvila está a ganhar protagonismo. Espaço não falta e, tudo indica, que o ecossistema empreendedor relacionado com as artes está a afeiçoar-se ao local. O que fazer e onde comer no novo bairro da moda de Lisboa.