O que vai mudar nas novas matrículas portuguesas?

19 Fevereiro | 2019 | Goodyear

Durante o corrente ano as matrículas portuguesas vão mudar. As variantes do atual padrão de duas letras e quatro números, iniciado em 2005, está praticamente esgotado. Em breve, as chapas identificadoras passarão a integrar quatro letras e dois números.

O modelo será AA-00-AA. Dois grupos de duas letras e um grupo central de dois algarismos, separados entre si por traços, num total de 28 milhões de matrículas.

Irá também ser normal ver carros portugueses com as três letras adotadas no âmbito do acordo ortográfico de 1990: o K, o Y e o W. A integração destes três novos carateres permite que as combinações possíveis sejam ainda mais.

Se o seu veículo novo ainda tiver a combinação anterior (00-AA-00), será um dos últimos, pois está mesmo, mesmo a esgotar-se. Em dezembro já só havia cerca de meio milhão de combinações possíveis.

Tome nota

Aquilo a que no dia-a-dia chamamos “matrícula” é no fundo a “chapa de matrícula”, que tem como objetivo permitir a identificação externa de um veículo em circulação ou parado na via pública. A identificação é feita através de um “número de matrícula inscrito na chapa de matrícula”.

Para que seja possível identificar corretamente o veículo, a chapa deve estar em posição vertical e, sobre ela, não podem colocar-se quaisquer emblemas ou insígnias. Também não pode estar total ou parcialmente encoberta.

Caso tenha um veículo de interesse histórico, poderá solicitar a atribuição de matrícula de época, junto do IMT.

 

O que vai mudar nas novas matrículas portuguesas?

(fonte: IMT)

Como evoluiu?

Até 1911, os automóveis não tinham matrículas. Eram poucos e não parecia necessário. Nesse ano, no entanto, um decreto de lei passou a obrigar à identificação dos automóveis que circulassem na via pública. Mas bastavam poucas letras e números. Era uma letra e três algarismos. A letra indicava a zona do país (norte, centro ou sul). Podíamos então cruzar-nos com veículos N-123, C-123 ou S-123.

Em 1937, passou a utilizar-se a combinação de duas letras e quatro números. As letras estiveram colocadas no início (AA-00-00), depois no fim (00-00-AA) e mais recentemente no meio (00-AA-00).

Num primeiro momento, quando as letras estavam no início, os carros da zona norte incluíam as combinações de M a T (exceto MM que estava reservada para os automóveis antigos que tiveram de substituir as suas matrículas).

Em 1937, o sistema inaugurou com a forma AA-22-22, que não prescinda de uma referência à zona de registo. Na zona norte, estavam reservadas as combinações de M a T, seguidas de dois grupos de algarismos. A exceção eram as combinações MM e MN, reservada para os automóveis antigos.

Os veículos da zona centro eram identificados pelas letras de U até Z (exceto o UU para os automóveis antigos). Para sul, estavam reservadas as combinações de A a L. Também os conjuntos AA a AD se destinavam aos automóveis anteriores a 1937.

O modelo vigorou até 31 de Dezembro de 1991. Lembra-se que as matrículas eram pretas com letras e algarismos brancos?

A partir de 1992…

A partir de 1992, as matrículas mantiveram os quatro algarismo, passando as letras para o final (00-00-AA). Deixou de haver a distinção regional e a chapa passou a ser retrorrefletora, com fundo branco e letras/algarismos de cor preta. Passou também a incluir o símbolo comunitário do lado esquerdo: 12 letras amarelas e a letra P, de Portugal, a branco, sobre fundo azul.
Em 1998, foi introduzida uma alteração adicional com a colocação, do lado direito da chapa, da identificação relativa ao ano e mês de atribuição da primeira matrícula.

Treze anos depois o modelo estava esgotado e, em 2005, passou-se para a atual combinação que está agora também a terminar: 00-AA-00.

O que vai mudar nas novas matrículas portuguesas?

Casos especiais

Há algumas combinações que estão reservadas a determinados fins. Por exemplo, as matrículas iniciadas por MG, ME e MX são reservadas para o exército, a série AP-00-00 está reservada para a marinha e a AM-00-00 diz respeito a veículos da força aérea. Há também matrículas reservadas para as entidades diplomáticas.

Matrículas em Espanha

Em Espanha, as matrículas também já vão no terceiro modelo. O primeiro sistema vigorou entre 1900 e outubro de 1971. Tinha um código por letras referente à província seguida de até seis algarismos: AAA-000000. As primeiras duas letras correspondiam à província ou capital de província. A chapa era branca com carateres pretos.

De 1971 a setembro de 2000, manteve as três letras do início, seguido de quatro algarismos e terminando com uma ou duas letras. AAA-0000-BB. Algumas combinações estavam também reservadas a determinadas organizações.

Quando Madrid atingiu o limite de variáveis disponíveis, em setembro de 2000, passou a ser utilizado o sistema 0000-XXX com algumas reservas.

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