Famosos mas pouco visitados: 12 locais desconhecidos

Uns são famosos mas ninguém os visita. Outros são segredos de viajantes veteranos. Eis 12 locais desconhecidos em Portugal que todos devíamos descobrir.

Mesmo que o nosso país tenha caído nas boas graças do turismo internacional, continuam a haver paraísos desconhecidos em Portugal. Alguns têm a fama mas falta-lhes os visitantes. Distantes ou fora de mão, não são visita habitual para o viajante nacional. A outros falta-lhes o destaque merecido: não entram nos guias e são conhecidos apenas pelo boca-a-boca. Entre os dois tipos, escolhemos uma dúzia de locais que não pode deixar de visitar em Portugal.

Portas do Rodão

A garganta que abraça o Tejo pouco depois do rio entrar em Portugal é uma imagem impressionante. As ravinas chegam aos 45 metros de altura e criam um cenário de fantasia, épico, mas muito real. Entre Vila Velha de Rodão e Nisa, os grifos encontraram um habitat no meio do silêncio deste local. Suba ao topo da porta norte, ao Castelo do Rei Wamba, para ter um ponto de vista privilegiado sobre o espetáculo.

Achada do Gamo

Perto de Mina de São Domingos, as ruínas da antiga exploração mineira são outro cenário surpreendente. Os tons ferrugem que criam a paisagem alienígena são sinal que algo aqui não é “natural”. Foi por causa dos efeitos da extração das pirites e libertação de enxofre que a vida abandonou este local. Apesar disso, pode ser visitado sem risco para ter uma experiência singular no nosso país.

Arrifana

Ao cruzarmos a Costa Vicentina encontramos uma pequena enseada onde o mar agitado da zona escolhe repousar. Protegida do vento pelas arribas, a sul a Pedra da Agulha e a norte a fortaleza, é também uma zona de nidificação para várias aves migratórias. Apesar de famosa e muito visitada por surfistas, portugueses e estrangeiros, falta-lhe a atenção de um público maior. Toda a costa sudoeste continua a ser pouco frequentada mas está repleta de recantos mais ou menos secretos.

locais desconhecidos em Portugal

Foz D’Égua

Sobre o Piodão não podemos dizer muito mais a não ser: Visitem-no! Contudo, se ultrapassar o desafio de chegar aqui, faça ainda um desvio de cerca de 4 quilómetros, até Foz D’Égua. É uma aldeia na encosta do Açor, com as típicas casas de xisto e uma envolvente de grande beleza. No verão, tem como chamariz a bonita praia fluvial. Na primavera, enfeita-se com flores silvestres pelos campos.

Berlengas

É um dos patrimónios naturais mais famosos do nosso país, mas continua a ser ilustre desconhecido da maioria dos portugueses. O Arquipélago das Berlengas tem águas cristalinas, velhas fortalezas e até uma História com vikings. Por todo lado há vida natural, é de fácil acesso e tem Peniche a convidar-nos para almoçar . Do que está à espera?

Fraga Amarela

Além do Douro domesticado e romântico dos vinhedos, há o Douro bruto e selvagem das escarpas. Ao aproximarmo-nos da fronteira, perto de Miranda do Douro o rio passeia-se por vales rochosos. O Miradouro da Fraga Amarela fica numa elevação a pique sobre o Douro, em Picote, local onde havia um Castro. Era uma fortaleza natural para os povos do mesolítico, mas é hoje local de silêncio e contemplação.

Santa Susana

A aldeia é recente e nasceu com o objetivo de albergar trabalhadores rurais. Santa Susana fica perto de Alcácer do Sal e tornou-se um verdadeiro postal do Alentejo. Cuidadosamente mantida pelos seus habitantes, orgulha-se das suas casas brancas debroadas a azul. Apesar disso, de população envelhecida e atividade económica reduzida, é quase só conhecida de passagem. Atreva-se a parar aqui na próxima vez que for para a praia da Comporta.

Algar de Benagil

Ao lado da agitação algarvia, só se pode chegar a esta formação rochosa por barco ou a nado. Claro que tem a sua dose das multidões que aterram entre Armação de Pera e Portimão, mas passa ao lado de muitos veraneantes. O Algar é uma gruta enorme, com uma perfuração no seu tecto por onde passa a luz do sol. O resultado é único e mistura uma aventura de piratas com o espírito de um grande romance.

Loriga

Situada no coração da Serra da Estrela, chega-se a Loriga através de uma estrada cénica e memorável. Serpenteando pelas encostas da serra, chegamos depois a uma zona de socalcos. Construída ao longo de centenas de anos, esta paisagem agrícola marca a paisagem e a vivência da vila. A praia fluvial é um dos convites à visita no verão, mas o ambiente de fantasia dura todo o ano.

Gimonde

Escolhendo o ponto de encontro dos rios Onor e Sabor, o resultado é verdadeiramente transmontano. É uma aldeia pequena, com poucas centenas de habitantes, mas rica nas gentes, na gastronomia e na paisagem. A menos de 10 quilómetros de Bragança, já a penetrar no parque de Montesinho, temos um genuíno e belo retrato de Trás-os-Montes.

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Vilarinho de Negrões

Numa língua de terra que avança para o Rio Rabagão, em Montalegre, a aldeia está sobre a margem, prestes a ser engolida a qualquer momento. É uma ilusão, mas o impacto visual é fantástico e é considerada uma das Aldeias mais Belas de Portugal . Experimente ver Vilarinho a partir da Serra do Larouco e vai entender o que queremos dizer. As águas da barragem acolhem a terra e emprestam-lhe os tons dos reflexos que a tornam inesquecível.

Monsanto

Não há nenhuma forma certa de visitar a “Aldeia mais portuguesa de Portugal” excepto uma que respeite a máxima: arrume o carro e deixe-se perder. Suba em direção ao velho castelo, passe pelo forno da aldeia, cruze as ruas tortas e veredas, conheça palheiros, furdas e outros exemplos da construção popular. É o granito que dá a cor a Monsanto e é nos cantos e recantos em que a natureza resolveu largar estes blocos gigantes que o Homem se adaptou e reclamou espaços só para si. Muito mais do que o ex-libris nacional que Salazar idealizou, Monsanto é uma terra intemporal.