Como será o automóvel do futuro?

25 Dezembro | 2018 | Goodyear

Se as janelas e o volante são do futuro. Umas interativas outras gestuais, o que devemos esperar do automóvel do futuro? A realidade aumentada e a inteligência artificial são uma esperança de um sector na senda que pretende conseguir um automóvel 100% autónomo. Sensores de estacionamento, automóveis que estacionam sozinhos, assistentes de condução… O objetivo é claro: aproximar-se do nível 5 de condução autónoma, a classificação máxima atribuída pela Sociedade de Engenheiros Automóveis, que alguns calculam chegar-se entre 2020-2025 em que a figura do condutor não será necessária. Waymo, a filial da Google , Tesla, Uber, Smart, General Motors… Todos trabalham para ser os primeiros na estrada na corrida pela autonomia total. Então este é o automóvel do futuro?

Tal parece, segundo o estudo “Eascy: as cinco dimensões que vão transformar o setor automóvel”, da PwC. O automóvel do futuro será autónomo, elétrico e conectado. Em pouco mais de 10 anos, as exigências de mobilidade no mundo vão impor novos critérios no fabrico de automóveis. Na Europa, o aumento dos quilómetros percorridos por pessoa por ano será de 23%; nos EUA, de 24% e na China de 183%. O aumento das distâncias percorridas impõe novas respostas e soluções de mobilidade. Os automóveis precisarão ser substituídos com muito mais frequência. A PwC prevê atualizações de software e hardware anuais.

Numa sociedade hiperconectada, os automóveis também serão hiperconectados. Em 2020, estima-se que na Europa e nos EUA cerca de 70% dos automóveis estejam conectados e que na China serão 100%.
A mudança não fica por aqui. A tendência aponta para que, em 2030, 95% das novas matriculas irão corresponder a automóveis elétricos ou híbridos. Mas, apesar de os motores e combustão continuarem a ser a maioria, nos últimos anos, a mudança na tendência é clara e caminha em direção ao híbrido.

Novas tecnologias para o automóvel do futuro

Em que tecnologias concretas estão já a trabalhar os fabricantes? Sensores e mais sensores é a resposta. A inteligência artificial permitirá desbloquear o automóvel a partir do exterior através do reconhecimento facial. O I.D. Vizzion, a nova berlina da Volkswagen apresentada no Salão Internacional do automóvel de Genebra, é o primeiro protótipo da Volkswagen de condução totalmente autónoma, que incluirá sensores para reconhecer as preferências individuais dos utilizadores do veículo e adaptar-se a elas. A integração do sistema NVIDIA DRIVETM IX Intelligent Experience irá permitir ter um “copiloto inteligente”. O automóvel do futuro será uma realidade em 2020, quando a marca lançar o I.D. como automóvel elétrico no segmento compacto.

A Ford apresentou uma patente que permitiria controlar a direção de um automóvel autónomo com o telemóvel. Se a direcção e a aceleração e os travões são controlados por um processador que responde à informação dos seus múltiplos sensores, parece claro que já não será necessário dotar os veículos de pedais, embraiagem ou volante. A premissa da Ford é que se tal não é necessário, porque não se controla o automóvel através do smartphone, o mesmo que usamos para controlar a casa através da domótica. Segundo a patente da Ford, o automóvel receberá sinais do telemóvel que indicarão o seu angulo de inclinação e a velocidade de rodagem.

Futuro e design seguem de mãos dadas. E como nos Jetsons, a Mercedes apresentou o seu EQ Silver Arrow no Salão Automóvel de Paris. Um monolugar de aspeto futurista inspirado no carro de corridas W125 Formel-Rennwagen de 1937 com 750 cavalos de potência. Do evento parisiense também chegou o Hyundai Nexo, o primeiro veículo polivalente (HUV) que chega ao mercado com propulsão a hidrogénio. Os automóveis de hidrogénio baseiam-se na reação química que se produz através do contacto entre o oxigénio que se capta do exterior e o hidrogénio em alta pressão armazenado no tanque. A Hyundai, a Honda e, em geral, os fabricantes asiáticos, fizeram uma clara aposta no hidrogénio como combustível do futuro.

Os automóveis voadores já cá estão

Quando se pensa em automóveis do futuro, considera-se, com frequência, os automóveis voadores em estilo da série “Altered Carbon”, da Netflix. O PAL V Liberty é o primeiro carro voador que conhecemos no Salão Automóvel de Genebra. Chegará ao mercado em 2019, quando a companhia holandesa PAL-V conseguir todas as certificações para utilização tanto em terra como no ar. Pensado como alternativa ao helicóptero, tem uma velocidade máxima de 160 km/h em terra e pode chegar aos 400 km/h a 3500 metros de altura. Serão vendidas 90 unidades da Edição Pioneer por cerca de 499 mil euros. Mais caro e previsto para 2020, está um outro carro voador atualmente em fase de provas e certificações. O Aeromobil 3.0 terá uma capacidade de voo de até 3000 metros de altura a uma velocidade de 160 km/ h. Terá uma autonomia de 700 quilómetros. Estima-se que irá custar 1,4 milhões de euros.

Enquanto os automóveis voadores se tornam ou não em realidade e enfrentam o problema das certificações, o certo é que os pneus do futuro já existem. O Eagle 360 da Goodyear , cuja versão mais avançada também conhecemos no Salão Automóvel de Genebra, é a resposta para a condução do futuro. O design do Eagle 360 Urban inclui inteligência artificial, uma pele biónica e um rasto que muda de forma. O pneu pode detetar as condições da superfície da estrada e as condições climáticas, decidir a ação mais apropriada e se necessário, pode transformar a sua bande rodagem. O protótipo Oxygene, da Goodyear, tem uma estrutura única, com musgos vivos, pensado para a mobilidade do futuro: uma mobilidade sustentável que requer soluções inovadoras. O pneu é desenhado para absorver a humidade da estrada através da sua banda de rodagem e recolher CO2 do ar para alimentar o musco na parede lateral, libertando oxigénio através da fotossíntese.

2050: o futuro torna-se presente

2019-20 para o automóvel voador, 2020-2025 para o automóvel autónomo, 2030 para a extensão dos automóveis hiperconectados e elétricos. Mas, há outra data no horizonte: 2050. Não só é a data assinalada na Europa para eliminar a dependência dos combustíveis fósseis, mas também é a data marcada para o carro do futuro da Bentley. A marca de luxo estabeleceu uma colaboração com o Royal College of Art’s para criar o automóvel de amanhã. Os estudantes estão a imaginar, a parir de uma cabina na qual se substituirão sons desagradáveis por outros bioacústicos e agradáveis para um automóvel autónomo em que a mecânica de funcionamento será perfeitamente visível a partir do interior.

O futuro exige avanços no presente. A segurança do automóvel conectado, a autonomia real que elimina a figura humana, a alternativa aos combustíveis tradicionais para uma condução sustentável… são muitas as frentes tecnológicas abertas para chegar ao automóvel do futuro.

Good Year Kilometros que cuentan